segunda-feira, 4 de julho de 2016

04/07: Um rio invisível aos olhos do trânsito.

O principal curso d’água que corta BH foi deixado de lado à medida que a cidade cresceu. Hoje o que vemos é um caminho de cimento por onde passa água suja.O Arrudas é um ribeirão que nasce no Barreiro e desce por parte de Belo Horizonte até encontrar com o Rio das Velhas em Sabará.

São vários os córregos que nele desembocam ao longo do percurso, sendo eles: Jatobá, Barreiro, Bonsucesso, Cercadinho, Piteiras, Leitão, Acaba Mundo, Serra, Taquaril, Navio-baleia, Santa Terezinha, Ferrugem, Tijuco, Pastinho entre outros. Juntos, eles formam a bacia do Ribeirão Arrudas. Apesar de a maioria das nascentes serem de água limpa, quase todo o esgoto produzido em Contagem e Belo Horizonte é despejado sem tratamento no rio.

O que acaba comprometendo também as bacias do Rio das Velhas e do Rio São Francisco. A água limpa da principal nascente no Barreiro, foi contaminada ao longo das décadas no trajeto até chegar completamente poluída ao Rio das Velhas, em Sabará. A mais de 100 anos o principal curso d’água que corta BH começou a sofrer as consequências de uma cidade que cresceu e já despertava a atenção das autoridades para a poluição.

O projeto Linha Verde  entre a Alameda Ezequiel Dias passando pelo viaduto Santa Tereza, praça da estação e finalizando na Avenida do Contorno no cruzamento com Rio de Janeiro ocasiounou a cobertura do Rio Arrudas, impossibilitando a sua visualização.

O concretamento do seu leito somado à impermeabilização crescente do solo tem causado nos ultimos anos enchentes cada vez mais destrutivas ao longo das bacias do Arrudas e Rio das Velhas.Atualmente o nível de poluição está acima dos ideiais para cursos d’água. Estando o Rio Arrudas na classe 3. Nesta categoria, estão as águas onde é permitida navegação mas proibido o mergulho.

Ao todo, 57% do rio Arrudas já estão fora do seu curso natural e correndo por canais de concreto.

Texto Original © "A Vida Do Viaduto" ®

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